sábado, 19 de novembro de 2016

O Site dos Espíritas



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quinta-feira, 16 de julho de 2015

Livro dos Espíritos: perguntas 106 a 110

106. Sexta classe. Espíritos batedores e perturbadores. – Estes Espíritos, propriamente falando, não formam uma classe distinta pelas suas qualidades pessoais. Podem caber em todas as classes da terceira ordem. Manifestam geralmente sua presença por efeitos sensíveis e físicos, como pancadas, movimento e deslocamento anormal de corpos sólidos, agitação do ar etc. Afiguram-se, mais do que outros, presos à matéria. Parecem ser os agentes principais das vicissitudes dos elementos do Globo, quer atuem sobre o ar, a água, o fogo, os corpos duros, quer nas entranhas da terra. Reconhece-se que esses fenômenos não derivam de uma causa fortuita ou física, quando denotam caráter intencional e inteligente. Todos os Espíritos podem produzir tais fenômenos, mas os de ordem elevada os deixam, de ordinário, como atribuições dos subalternos, mais aptos para as coisas materiais do que para as coisas da inteligência; quando julgam úteis as manifestações desse gênero, lançam mão destes últimos como seus auxiliares.

107. Caracteres gerais. – Predominância do Espírito sobre a matéria; desejo do bem. Suas qualidades e poderes para o bem estão em relação com o grau de adiantamento que hajam alcançado; uns têm a ciência, outros a sabedoria e a bondade. Os mais adiantados reúnem o saber às qualidades morais. Não estando ainda completamente desmaterializados, conservam mais ou menos, conforme a categoria que ocupem, os traços da existência corporal, assim na forma da linguagem, como nos hábitos, entre os quais se descobrem mesmo algumas de suas manias. De outro modo, seriam Espíritos perfeitos. Compreendem Deus e o infinito e já gozam da felicidade dos bons. São felizes pelo bem que fazem e pelo mal que impedem. O amor que os une lhes é fonte de inefável ventura, que não tem a perturbá-la nem a inveja, nem os remorsos, nem nenhuma das más paixões que constituem o tormento dos Espíritos imperfeitos. Todos, entretanto, ainda têm que passar por provas, até que atinjam a perfeição. Como Espíritos, suscitam bons pensamentos, desviam os homens da senda do mal, protegem na vida os que se lhes mostram dignos de proteção e neutralizam a influência dos Espíritos imperfeitos sobre aqueles a quem não lhes é grato sofrê-la. Quando encarnados, são bondosos e benevolentes com os seus semelhantes. Não os movem o orgulho, nem o egoísmo, ou a ambição. Não experimentam ódio, rancor, inveja ou ciúme e fazem o bem pelo bem. A esta ordem pertencem os Espíritos designados, nas crenças vulgares, pelos nomes de bons gênios, gênios protetores, Espíritos do bem. Em épocas de superstições e de ignorância, eles hão sido elevados à categoria de divindades benfazejas. Podem ser divididos em quatro grupos principais:

108. Quinta classe. Espíritos benévolos. – A bondade é neles a qualidade dominante. Apraz-lhes prestar serviço aos homens e protegê-los. Limitados, porém, são os seus conhecimentos. Hão progredido mais no sentido moral do que no sentido intelectual.

109. Quarta classe. Espíritos sábios. – Distinguem-se especialmente pela amplitude de seus conhecimentos. Preocupam-se menos com as questões morais, do que com as de natureza científica, para as quais têm maior aptidão. Entretanto, só encaram a ciência do ponto de vista da sua utilidade e jamais dominados por quaisquer paixões próprias dos Espíritos imperfeitos.

110. Terceira classe. Espíritos de sabedoria. – As qualidades morais da ordem mais elevada são o que os caracteriza. Sem possuírem ilimitados conhecimentos, são dotados de uma capacidade intelectual que lhes faculta juízo reto sobre os homens e as coisas.

quinta-feira, 3 de julho de 2014

O Livro dos Espíritos: perguntas 101 a 105

Terceira ordem. - Espíritos imperfeitos

101. CARACTERES GERAIS. - Predominância da matéria sobre o Espírito.
Propensão para o mal. Ignorância, orgulho, egoísmo e todas as paixões que lhes são conseqüentes.
Têm a intuição de Deus, mas não O compreendem. 
Nem todos são essencialmente maus. Em alguns há mais leviandade, irreflexão e malícia do que verdadeira maldade. Uns não fazem o bem nem o mal; mas, pelo simples fato de não fazerem o bem, já denotam a sua inferioridade. Outros, ao contrário, se comprazem no mal e rejubilam quando uma ocasião se lhes depara de praticá-lo.
A inteligência pode achar-se neles aliada à maldade ou à malícia; seja, porém, qual for o grau que tenham alcançado de desenvolvimento intelectual, suas idéias são pouco elevadas e mais ou menos abjetos seus sentimentos. 
Restritos conhecimentos têm das coisas do mundo espírita e o pouco que sabem se confunde com as idéias e preconceitos da vida corporal. Não nos podem dar mais do que noções errôneas e incompletas; entretanto, nas suas comunicações, mesmo imperfeitas, o observador atento encontra a confirmação das grandes verdades ensinadas pelos Espíritos superiores.
Na linguagem de que usam se lhes revela o caráter. Todo Espírito que, em suas comunicações, trai um mau pensamento pode ser classificado na terceira ordem. Conseguintemente, todo mau pensamento que nos é sugerido vem de um Espírito desta ordem.
Eles vêem a felicidade dos bons e esse espetáculo lhes constitui incessante tormento, porque os faz experimentar todas as angústias que a inveja e o ciúme podem causar.
Conservam a lembrança e a percepção dos sofrimentos da vida corpórea e essa impressão é muitas vezes mais penosa do que a realidade. Sofrem, pois, verdadeiramente, pelos males de que padeceram em vida e pelos que ocasionam aos outros. E, como sofrem por longo tempo, julgam que sofrerão para sempre. Deus, para puní-los, quer que assim julguem.
Podem compor cinco classes principais.

102. Décima classe. ESPÍRITOS IMPUROS. - São inclinados ao mal, de que fazem o objeto de suas preocupações. Como Espíritos, dão conselhos pérfidos, sopram a discórdia e a desconfiança e se mascaram de todas as maneiras para melhor enganar. Ligam-se aos homens de caráter bastante fraco para cederem às suas sugestões, a fim de induzi-los à perdição, satisfeitos com o conseguirem retardar-lhes o adiantamento, fazendo-os sucumbir nas provas por que passam.
Nas manifestações dão-se a conhecer pela linguagem. A trivialidade e a grosseria das expressões, nos Espíritos, como nos homens, é sempre indício de inferioridade moral, senão também intelectual. Suas comunicações exprimem a baixeza de seus pendores e, se tentam iludir, falando com sensatez, não conseguem sustentar por muito tempo o papel e acabam sempre por se traírem.
Alguns povos os arvoraram em divindades maléficas; outros os designam pelos nomes de demônios, maus gênios, Espíritos do mal. 
Quando encarnados, os seres vivos que eles constituem se mostram propensos a todos os vícios geradores das paixões vis e degradantes: a sensualidade, a crueldade, a felonia, a hipocrisia, a cupidez, a avareza sórdida. Fazem o mal por prazer, as mais das vezes sem motivo, e, por ódio ao bem, quase sempre escolhem suas vítimas entre as pessoas honestas. São flagelos para a humanidade, pouco importando a categoria social a que pertençam, e o verniz da civilização não os forra ao opróbrio e à ignomínia.

103. Nona classe. ESPÍRITOS LEVIANOS. - São ignorantes, maliciosos, irrefletidos e zombeteiros. Metem-se em tudo, a tudo respondem, sem se incomodarem com a verdade. Gostam de causar pequenos desgostos e ligeiras alegrias, de intrigar, de induzir maldosamente em erro, por meio de mistificações e de espertezas. A esta classe pertencem os Espíritos vulgarmente tratados deduendes, trasgos, gnomos, diabretes. Acham-se sob a dependência dos Espíritos superiores, que muitas vezes os empregam, como fazemos com os nossos servidores.
Em suas comunicações com os homens, a linguagem de que se servem é, amiúde, espirituosa e faceta, mas quase sempre sem profundeza de idéias. Aproveitam-se das esquisitices e dos ridículos humanos e os apreciam, mordazes e satíricos. Se tomam nomes supostos, é mais por malícia do que por maldade.

104. Oitava classe. ESPÍRITOS PSEUDO-SÁBIOS. - Dispõem de conhecimentos bastante amplos, porém, crêem saber mais do que realmente sabem. Tendo realizado alguns progressos sob diversos pontos de vista, a linguagem deles aparenta um cunho de seriedade, de natureza a iludir com respeito às suas capacidades e luzes. Mas, em geral, isso não passa de reflexo dos preconceitos e idéias sistemáticas que nutriam na vida terrena. É uma mistura de algumas verdades com os erros mais polpudos, através dos quais penetram a presunção, o orgulho, o ciúme e a obstinação, de que ainda não puderam despir-se.

105. Sétima classe. ESPÍRITOS NEUTROS. - Nem bastante bons para fazerem o bem, nem bastante maus para fazerem o mal. Pendem tanto para um como para o outro e não ultrapassam a condição comum da Humanidade, quer no que concerne ao moral, quer no que toca à inteligência. Apegam-se às coisas deste mundo, de cujas grosseiras alegrias sentem saudades.

segunda-feira, 11 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 91 a 100


91. A matéria opõe obstáculo ao Espírito?
“Nenhum; eles passam através de tudo. O ar, a terra, as águas e até mesmo o fogo
lhes são igualmente acessíveis.”

92. Têm os Espíritos o dom da ubiqüidade? Por outras palavras: um Espírito pode
dividir-se, ou existir em muitos pontos ao mesmo tempo?
“Não pode haver divisão de um mesmo Espírito; mas, cada um é um centro que
irradia para diversos lados. Isso é que faz parecer estar um Espírito em muitos lugares ao
mesmo tempo. Vês o Sol? É um somente. No entanto, irradia em todos os sentidos e leva
muito longe os seus raios. Contudo, não se divide.”

a) - Todos os Espíritos irradiam com igual força?
“Longe disso. Essa força depende do grau de pureza de cada um.”


Cada Espírito é uma unidade indivisível, mas cada um pode lançar seus
pensamentos para diversos lados, sem que se fracione para tal efeito. Nesse sentido
unicamente é que se deve entender o dom da ubiqüidade atribuído aos Espíritos. Dá-se com
eles o que se dá com uma centelha, que projeta longe a sua claridade e pode ser percebida
de todos os pontos do horizonte; ou, ainda, o que se dá com um homem que, sem mudar de
lugar e sem se fracionar, transmite ordens, sinais e movimento a diferentes pontos.

domingo, 10 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 81 a 90


81. Os Espíritos se formam espontaneamente, ou procedem uns dos outros?
“Deus os cria, como a todas as outras criaturas, pela Sua vontade. Mas, repito ainda
uma vez, a origem deles é mistério.”

82. Será certo dizer-se que os Espíritos são imateriais?

“Como se pode definir uma coisa, quando faltam termos de comparação e com uma
linguagem deficiente? Pode um cego de nascença definir a luz? Imaterial não é bem o
termo; incorpóreo seria mais exato, pois deves compreender que, sendo uma criação, o
Espírito há de ser alguma coisa. É a matéria quintessenciada, mas sem analogia para vós
outros, e tão etérea que escapa inteiramente ao alcance dos vossos sentidos.”

Dizemos que os Espíritos são imateriais, porque, pela sua essência, diferem de tudo
o que conhecemos sob o nome de matéria. Um povo de cegos careceria de termos para
exprimir a luz e seus efeitos. O cego de nascença se julga capaz de todas as percepções pelo
ouvido, pelo olfato, pelo paladar e pelo tato. Não compreende as idéias que só lhe poderiam
ser dadas pelo sentido que lhe falta. Nós outros somos verdadeiros cegos com relação à
essência dos seres sobre-humanos. Não os podemos definir senão por meio de comparações
sempre imperfeitas, ou por um esforço da imaginação.

sábado, 9 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 71 a 80


PARTE 1ª - CAPÍTULO IV
Inteligência e instinto

71. A inteligência é atributo do princípio vital?
“Não, pois que as plantas vivem e não pensam: só têm vida orgânica. A inteligência
e a matéria são independentes, porquanto um corpo pode viver sem a inteligência. Mas, a
inteligência só por meio dos órgãos materiais pode manifestar-se. Necessário é que o
Espírito se una à matéria animalizada para intelectualizá-la.”


A inteligência é uma faculdade especial, peculiar a algumas classes de seres
orgânicos e que lhes dá, com o pensamento, a vontade de atuar, a consciência de que
existem e de que constituem uma individualidade cada um, assim como os meios de
estabelecerem relações com o mundo exterior e de proverem às suas necessidades.
Podem distinguir-se assim: 1°, os seres inanimados, constituídos só de matéria, sem
vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2°, os seres animados que não pensam,
formados de matéria e dotados de vitalidade, porém, destituídos de inteligência; 3°, os seres
animados pensantes, formados de matéria, dotados de vitalidade e tendo a mais um
princípio inteligente que lhes outorga a faculdade de pensar.

72. Qual a fonte da inteligência?
“Já o dissemos; a inteligência universal.”

sexta-feira, 8 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 61 a 70


CAPÍTULO IV
DO PRINCÍPIO VITAL
1. Seres orgânicos e inorgânicos. - 2. A vida e a morte. - 3. Inteligência e instinto.
Seres orgânicos e inorgânicos
Os seres orgânicos são os que têm em si uma fonte de atividade íntima que lhes dá a
vida. Nascem, crescem, reproduzem-se por si mesmos e morrem. São providos de órgãos
especiais para a execução dos diferentes atos da vida, órgãos esses apropriados às
necessidades que a conservação própria lhes impõe. Nessa classe estão compreendidos os
homens, os animais e as plantas. Seres inorgânicos são todos os que carecem de vitalidade,
de movimentos próprios e que se formam apenas pela agregação da matéria. Tais são os
minerais, a água, o ar, etc.

60. É a mesma a força que une os elementos da matéria nos corpos orgânicos e nos
inorgânicos?
“Sim, a lei de atração é a mesma para todos.”

61. Há diferença entre a matéria dos corpos orgânicos e a dos inorgânicos?
“A matéria é sempre a mesma, porém nos corpos orgânicos está animalizada.”

62. Qual a causa da animalização da matéria?
“Sua união com o princípio vital.”

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 51 a 60


51. Poderemos saber em que época viveu Adão?
“Mais ou menos na que lhe assinais : cerca de 4.000 anos antes do Cristo.”

O homem, cuja tradição se conservou sob o nome de Adão, foi dos que
sobreviveram, em certa região, a alguns dos grandes cataclismos que revolveram em
diversas épocas a superfície do globo, e se constituiu tronco de uma das raças que atualmente o povoam. As leis da Natureza se opõem a que os progressos da Humanidade, comprovados muito tempo antes do Cristo, se tenham realizado em alguns séculos, como houvera sucedido se o
homem não existisse na Terra senão a partir da época indicada para a existência de Adão.
Muitos, com mais razão, consideram Adão um mito ou uma alegoria que personifica as
primeiras idades do mundo.

Diversidade das raças humanas

52. Donde provêm as diferenças físicas e morais que distinguem as raças humanas
na Terra?
“Do clima, da vida e dos costumes. Dá-se aí o que se dá com dois filhos de uma
mesma mãe que, educados longe um do outro e de modos diferentes, em nada se
assemelharão, quanto ao moral.”

53. O homem surgiu em muitos pontos do globo?

“Sim e em épocas várias, o que também constitui uma das causas da diversidade das
raças. Depois, dispersando-se os homens por climas diversos e aliando-se os de uma aos de
outras raças, novos tipos se formaram.”

a) - Estas diferenças constituem espécies distintas?
“Certamente que não; todos são da mesma família. Porventura as múltiplas
variedades de um mesmo fruto são motivo para que elas deixem de formar uma só
espécie?”

54. Pelo fato de não proceder de um só indivíduo a espécie humana, devem os
homens deixar de considerar-se irmãos?
“Todos os homens são irmãos em Deus, porque são animados pelo espírito e tendem
para o mesmo fim. Estais sempre inclinados a tomar as palavras na sua significação literal.”


Pluralidade dos mundos

quarta-feira, 6 de março de 2013

Vamos cuidar dos nossos sentimentos

Segundo a psicóloga americana Louise L. Hay, todas as doenças que temos são criadas por nós.

Afirma ela, que somos 100% responsáveis por tudo de ruim que acontece no nosso organismo. Todas as doenças têm origem num estado de não-perdão, diz a psicóloga americana Louise L. Hay. Sempre que estamos doentes, necessitamos descobrir a quem precisamos perdoar. Quando estamos empacados num certo ponto, significa que precisamos perdoar mais.

Pesar, tristeza, raiva e vingança são sentimentos que vieram de um espaço onde não houve perdão. Perdoar dissolve o ressentimento.

A seguir, você vai conhecer uma relação de algumas doenças e suas prováveis causas, elaboradas pela psicóloga Louise. Reflita, vale a pena tentar evitá-las:

DOENÇAS/Causas:
AMIDALITE: Emoções reprimidas, criatividade sufocada.
ANOREXIA: Ódio ao externo de si mesmo.
APENDICITE: Medo da vida. Bloqueio do fluxo do que é bom.
ARTERIOSCLEROSE: Resistência. Recusa em ver o bem.
ARTRITE: Crítica conservada por longo tempo.
ASMA: Sentimento contido, choro reprimido.
BRONQUITE: Ambiente familiar inflamado. Gritos, discussões
CÂNCER: Mágoa profunda, tristezas mantidas por muito tempo.
COLESTEROL: Medo de aceitar a alegria.
DERRAME: Resistência. Rejeição à vida.
DIABETES: Tristeza profunda.
DIARRÉIA: Medo, rejeição, fuga.
DOR DE CABEÇA: Autocrítica, falta de auto-valorização.
DOR NOS JOELHOS: medo de recomeçar, medo de seguir em frente. Pessoas que procuram se apoiar nos outros.
ENXAQUECA: Raiva reprimida. Pessoa perfeccionista.
FIBROMAS: Alimentar mágoas causadas pelo parceiro(a).
FRIGIDEZ: Medo. Negação do prazer.
GASTRITE: Incerteza profunda. Sensação de condenação.
HEMORRÓIDAS: Medo de prazos determinados. Raiva do passado.
HEPATITE: Raiva, ódio. Resistência a mudanças.
INSÔNIA: Medo, culpa.
LABIRINTITE: Medo de não estar no controle.
MENINGITE: Tumulto interior. Falta de apoio.
NÓDULOS: Ressentimento, frustração. Ego ferido.
PELE (ACNE): Individualidade ameaçada. Não aceitar a si mesmo.
PNEUMONIA: Desespero. Cansaço da vida.
PRESSÃO ALTA: Problema emocional duradouro não resolvido.
PRESSÃO BAIXA: Falta de amor quando criança.. Derrotismo.
PRISÃO DE VENTRE: Preso ao passado. Medo de não ter dinheiro suficiente.
PULMÕES: Medo de absorver a vida.
QUISTOS: Alimentar mágoa. Falsa evolução.
RESFRIADOS: Confusão mental, desordem, mágoas.
REUMATISMO: Sentir-se vitima.. Falta de amor. Amargura
RINITE ALÉRGICA: Congestão emocional. Culpa, crença em perseguição.
RINS: medo da crítica, do fracasso, desapontamento.
SINUSITE: Irritação com pessoa próxima.
TIREÓIDE: Humilhação.
TUMORES: Alimentar mágoas.. .Acumular remorsos.
ÚLCERAS: Medo... Crença de não ser bom o bastante.
VARIZES: Desencorajamento. Sentir-se sobrecarregado.

Curioso não?
Por isso vamos tomar cuidado com os nossos sentimentos... Principalmente daqueles, que escondemos de nós mesmos. Quem esconde os sentimentos, retarda o crescimento da Alma.

Remédios indicados: Auto-estima, Perdão, Amor.

terça-feira, 5 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 41 a 50

41. Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo
no Espaço a matéria que o compõe?
“Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.”

42. Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra, por
exemplo?
“Nada te posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe e bem louco será quem
pretenda sabê-lo, ou conhecer que número de séculos dura essa formação.”

Formação dos seres vivos

43. Quando começou a Terra a ser povoada?
“No começo tudo era caos; os elementos estavam em confusão. Pouco a pouco cada
coisa tomou o seu lugar. Apareceram então os seres vivos apropriados ao estado do globo.”

44. Donde vieram para a Terra os seres vivos?
“A Terra lhes continha os germens, que aguardavam momento favorável para se
desenvolverem. Os princípios orgânicos se congregaram, desde que cessou a atuação da

força que os mantinha afastados, e formaram os germens de todos os seres vivos. Estes
germens permaneceram em estado latente de inércia, como a crisálida e as sementes das
plantas, até o momento propício ao surto de cada espécie. Os seres de cada uma destas se
reuniram, então, e se multiplicaram.”

45. Onde estavam os elementos orgânicos, antes da formação da Terra?
“Achavam-se, por assim dizer, em estado de fluido no Espaço, no meio dos
Espíritos, ou em outros planetas, à espera da criação da Terra para começarem existência
nova em novo globo.”

A Química nos mostra as moléculas dos corpos inorgânicos unindo-se para
formarem cristais de uma regularidade constante, conforme cada espécie, desde que se
encontrem nas condições precisas. A menor perturbação nestas condições basta para
impedir a reunião dos elementos, ou, pelo menos, para obstar à disposição regular que
constitui o cristal. Por que não se daria o mesmo com os elementos orgânicos? Durante
anos se conservam germens de plantas e de animais, que não se desenvolvem senão a uma
certa temperatura e em meio apropriado. Têm-se visto grãos de trigo germinarem depois de
séculos. Há, pois, nesses germens um princípio latente de vitalidade, que apenas espera
uma circunstância favorável para se desenvolver. O que diariamente ocorre debaixo das
nossas vistas, por que não pode ter ocorrido desde a origem do globo terráqueo? A
formação dos seres vivos, saindo eles do caos pela força mesma da Natureza, diminui de
alguma coisa a grandeza de Deus? Longe disso: corresponde melhor à idéia que fazemos do
Seu poder a se exercer sobre a infinidade dos mundos por meio de leis eternas. Esta teoria
não resolve, é verdade, a questão da origem dos elementos vitais; mas, Deus tem Seus
mistérios e pôs limites às nossas investigações.


46. Ainda há seres que nasçam espontaneamente?
“Sim, mas o gérmen primitivo já existia em estado latente. Sois todos os dias
testemunhas desse fenômeno. Os tecidos do corpo humano e do dos animais não
encerram os germens de uma multidão de vermes que só esperam, para desabrochar, a
fermentação pútrida que lhes é necessária à existência? É um mundo minúsculo que
dormita e se cria.”

47. A espécie humana se encontrava entre os elementos orgânicos contidos no
globo terrestre?
“Sim, e veio a seu tempo. Foi o que deu lugar a que se dissesse que o homem se
formou do limo da terra.”

48. Poderemos conhecer a época do aparecimento do homem e dos outros seres
vivos na Terra?
“Não; todos os vossos cálculos são quiméricos.”

49. Se o gérmen da espécie humana se encontrava entre os elementos orgânicos do
globo, por que não se formam espontaneamente homens, como na origem dos tempos?
“O princípio das coisas está nos segredos de Deus. Entretanto, pode dizer-se que os
homens, uma vez espalhados pela Terra, absorvem em si mesmos os elementos necessários
à sua própria formação, para os transmitir segundo as leis da reprodução. O mesmo se deu
com as diferentes espécies de seres vivos.”

Povoamento da Terra. Adão

50. A espécie humana começou por um único homem?
“Não; aquele a quem chamais Adão não foi o primeiro, nem o único a povoar a
Terra.”


segunda-feira, 4 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 31 a 40

31. Donde se originam as diversas propriedades da matéria?
“São modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito da sua união,
em certas circunstâncias.”

32. De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as
qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única
substância primitiva?

“Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebêlas.”

A demonstração deste princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as
qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um,
para o de outro é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é
veneno, para outros é inofensivo ou salutar.

33. A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações
e de adquirir todas as propriedades?
“Sim e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo!” (1)

O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos
simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que
ainda nos achamos de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses
corpos são para nós verdadeiros elementos e podemos, sem maiores conseqüências, tê-los
como tais, até nova ordem.


a) - Não parece que esta teoria dá razão aos que não admitem na matéria senão
duas propriedades essenciais: a força e o movimento, entendendo que todas as demais
propriedades não passam de efeitos secundários, que variam conforme à intensidade da
força e à direção do movimento?

“É acertada essa opinião. Falta somente acrescentar: e conforme à disposição das
moléculas, como o mostra, por exemplo, um corpo opaco, que pode tornar-se transparente e
vice-versa.”

________
(1) Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em
dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito
diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há
mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas
modificações desse elemento. o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo
princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de
hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio. Transformação análoga, se
pode produzir por meio de ação magnética dirigida pela vontade.


34. As moléculas têm forma determinada?
“Certamente, as moléculas têm uma forma, porém não sois capazes de apreciá-la.”

a) - Essa forma é constante ou variável?
“Constante a das moléculas elementares primitivas; variável a das moléculas
secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras. porque, o que chamais
molécula longe ainda está da molécula elementar.”


35. O Espaço universal é infinito ou limitado?
“Infinito. Supõe-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a
razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá
com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que
podereis compreendê-lo.”

Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a
razão diz que além desse limite alguma coisa há e assim, gradativamente, até ao infinito,
porquanto, embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço.

36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?
“Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa
aos sentidos e aos instrumentos.”


37. O Universo foi criado, ou existe de toda a eternidade, como Deus?
“É fora de dúvida que ele não pode ter-se feito a si mesmo. Se existisse, como Deus,
de toda a eternidade, não seria obra de Deus.”

Diz-nos a razão não ser possível que o Universo se tenha feito a si mesmo e que,
não podendo também ser obra do acaso, há de ser obra de Deus.

38. Como criou Deus o Universo?
“Para me servir de uma expressão corrente, direi: pela sua Vontade. Nada
caracteriza melhor essa vontade onipotente do que estas belas palavras da Gênese - “Deus
disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.”


39. Poderemos conhecer o modo de formação dos mundos?
“Tudo o que a esse respeito se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se
formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço.”

40. Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da
matéria, mundos em via de formação?
“Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles. Refiro-me à
influência que vulgarmente lhes atribuem, porquanto todos os corpos celestes influem de
algum modo em certos fenômenos físicos.”






domingo, 3 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: perguntas 21 a 30

21. A matéria existe desde toda a eternidade, como Deus, ou foi criada por Ele em dado momento?
“Só Deus o sabe. Há uma coisa, todavia, que a razão vos deve indicar: é que

Deus, modelo de amor e caridade nunca esteve inativo. Por mais distante que logreis figurar
o início de Sua ação, podereis concebê-Lo ocioso, um momento que seja?”

22. Define-se geralmente a matéria como sendo - o que tem extensão, o que é capaz de nos impressionar os sentidos, o que é impenetrável. São exatas estas definições?
“Do vosso ponto de vista, elas o são, porque não falais senão do que conheceis. Mas
a matéria existe em estados que ignorais. Pode ser, por exemplo, tão etérea e sutil que
nenhuma impressão vos cause aos sentidos. Contudo, é sempre matéria. Para vós, porém,
não o seria.”

a) - Que definição podeis dar da matéria?
“A matéria é o laço que prende o Espírito; é o instrumento de que este se serve e
sobre o qual, ao mesmo tempo, exerce sua ação.”

Deste ponto de vista, pode dizer-se que a matéria é o agente, o intermediário com o
auxílio do qual e sobre o qual atua o Espírito.

23. Que é o Espírito?
“O princípio inteligente do Universo.”

a) - Qual a natureza íntima do Espírito?
“Não é fácil analisar o Espírito com a vossa linguagem. Para vós, ele nada é, por não
ser palpável. Para nós, entretanto, é alguma coisa. Ficai sabendo: coisa nenhuma é o nada e
o nada não existe.”

24. Espírito é sinônimo de inteligência?
“A inteligência é um atributo essencial do Espírito. Uma e outro, porém, se
confundem num princípio comum, de sorte que, para vós, são a mesma coisa.”

25. O Espírito independe da matéria, ou é apenas uma propriedade desta, como as
cores o são da luz e o som o é do ar?
“São distintos uma do outro; mas, a união do Espírito e da matéria é necessária para
intelectualizar a matéria.”

a) - Essa união é igualmente necessária para a manifestação do Espírito?
(Entendemos aqui por espírito o princípio da inteligência, abstração feita das
individualidades que por esse nome se designam.)
“É necessária a vós outros, porque não tendes organização apta a perceber o Espírito
sem a matéria. A isto não são apropriados os vossos sentidos.”

26. Poder-se-á conceber o Espírito sem a matéria e a matéria sem o Espírito?
“Pode-se, é fora de dúvida, pelo pensamento.”

27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?

“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e
matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao
elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de
intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que
o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito
classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se
o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o
Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e
suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de
produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse
fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o
princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as
qualidades que a gravidade lhe dá.”



a) - Esse fluido será o que designamos pelo nome de eletricidade?
“Dissemos que ele é suscetível de inúmeras combinações. O que chamais fluido
elétrico, fluido magnético, são modificações do fluido universal, que não é, propriamente
falando, senão matéria mais perfeita, mais sutil e que se pode considerar independente.”

28. Pois que o Espírito é, em si, alguma coisa, não seria mais exato e menos sujeito
a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de - matéria inerte e matéria
inteligente?
“As palavras pouco nos importam. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem
de maneira a vos entenderdes. As vossas controvérsias provêm, quase sempre, de não vos
entenderdes acerca dos termos que empregais, por ser incompleta a vossa linguagem para
exprimir o que não vos fere os sentidos.”


Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência
e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas

duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de
contacto entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um
efeito; se é mesmo, conforme à opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos.
Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois
princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que
domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A
essa inteligência suprema é que chamamos Deus.


29. A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria?
“Da matéria como a entendeis, sim; não, porém, da matéria considerada como fluido
universal. A matéria etérea e sutil que constitui esse fluido vos é imponderável. Nem por
isso, entretanto, deixa de ser o princípio da vossa matéria pesada.”

A gravidade é uma propriedade relativa. Fora das esferas de atração dos mundos,
não há peso, do mesmo modo que não há alto nem baixo.

30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos?
“De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são
verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.”



sábado, 2 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: pergunta 20

20. Dado é ao homem receber, sem ser por meio das investigações da Ciência, comunicações de ordem mais elevada acerca do que lhe escapa ao testemunho dos sentidos?

“Sim, se o julgar conveniente, Deus pode revelar o que à ciência não é dado apreender.”

Por essas comunicações é que o homem adquire, dentro de certos limites, o
conhecimento do seu passado e do seu futuro.

sexta-feira, 1 de março de 2013

O Livro dos Espíritos: pergunta 19

19. Não pode o homem, pelas investigações científicas, penetrar alguns dos segredos da Natureza?

“A Ciência lhe foi dada para seu adiantamento em todas as coisas; ele, porém, não pode ultrapassar os limites que Deus estabeleceu.”

Quanto mais consegue o homem penetrar nesses mistérios, tanto maior admiração
lhe devem causar o poder e a sabedoria do Criador. Entretanto, seja por orgulho, seja por
fraqueza, sua própria inteligência o faz joguete da ilusão. Ele amontoa sistemas sobre
sistemas e cada dia que passa lhe mostra quantos errou tomou por verdades e quantas
verdades rejeitou como erros. São outras tantas decepções para o seu orgulho.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Livro dos Espíritos: pergunta 18

18. Penetrará o homem um dia o mistério das coisas que lhe estão ocultas?

“O véu se levanta a seus olhos, à medida que ele se depura; mas, para compreender certas coisas, são-lhe precisas faculdades que ainda não possui.”



quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Livro dos Espíritos: pergunta 16

16. Pretendem os que professam esta doutrina achar nela a demonstração de alguns dos atributos de Deus: Sendo infinitos os mundos, Deus é, por isso mesmo, infinito; não havendo o vazio, ou o nada em parte alguma, Deus está por toda parte; estando Deus em toda parte, pois que tudo é parte integrante de Deus, Ele dá a todos os fenômenos da Natureza uma razão de ser inteligente. Que se pode opor a este raciocínio?

“A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe o absurdo.”


Esta doutrina faz de Deus um ser material que, embora dotado de suprema inteligência, seria em ponto grande o que somos em ponto pequeno. Ora, transformando-se a matéria incessantemente, Deus, se fosse assim, nenhuma estabilidade teria; achar-se-ia sujeito a todas as vicissitudes, mesmo a todas as necessidades da Humanidade; faltar-lhe-ia um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade. Não se podem aliar as propriedades da matéria à idéia de Deus, sem que Ele fique rebaixado ante a nossa compreensão e não haverá sutilezas de sofismas que cheguem a resolver o problema da Sua natureza íntima. Não sabemos tudo o que Ele é, mas sabemos o que Ele não pode deixar de ser e o sistema de que tratamos está em contradição com as suas mais essenciais propriedades. Ele confunde o Criador com a criatura, exatamente como o faria quem pretendesse que engenhosa máquina fosse parte integrante do mecânico que a imaginou.
A inteligência de Deus se revela em Suas obras como a de um pintor no seu quadro; mas, as obras de Deus não são o próprio Deus, como o quadro não é o pintor que o concebeu e executou.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

O Livro dos Espíritos: pergunta 15

15. Que se deve pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza, todos os seres, todos os globos do Universo seriam partes da Divindade e constituiriam, em conjunto, a própria Divindade, ou, por outra, que se deve pensar da doutrina panteísta?

“Não podendo fazer-se Deus, o homem quer ao menos ser uma parte de Deus.”